Especialista faz ressalvas ao uso de tablets em escolas
Essa é a opinião do professor da Escola de Educação e da Escola de Engenharia da Universidade Stanford (EUA), Paulo Blikstein, 39, que desenvolve projetos com foco em tecnologia de ponta para uso em escolas.
Ele defende a exclusão de conteúdos curriculares, especialmente nas áreas de matemática e ciências, e diz ser positivo o fim da obrigatoriedade do ensino da letra cursiva nos EUA.
Diz também que o tablet é muito pequeno, e muito difícil de fazer anotações, de visualizar várias coisas ao mesmo tempo. As pessoas acham que o problema da educação é falta de acesso a tecnologia, e não é. O problema é que querem usar os tablets exatamente do jeito que se usa um livro didático. Usar um tablet, que é um material que custa caro, que é difícil de dar manutenção, que quebra, que tem uma série de problemas, do mesmo jeito que você vai usar um livro é um desperdício enorme de dinheiro. O que você precisaria é pensar quais são as novas formas de aprendizado que os tablets, os computadores permitem. A aula tradicional fica cada vez mais difícil de ser dada com esse tipo de tecnologia, colocar o tablet numa aula tradicional, sem nenhuma adaptação do jeito que se ensina, sem nenhuma adaptação do material didático --que seja um pouco melhor do que simplesmente colocar umas animações dentro de um livro didático-- é um desperdício. Não vale a pena.
Em relação a tecnologia, a minha percepção é que o foco ainda é muito no hardware, no equipamento, e muito pouco em treinar os professores para usar isso de uma forma interessante na sala de aula.
Ensino a distância traz flexibilidade de tempo e custo, mas é preciso tomar cuidado; veja dicas
Carla Hosoi
Especial para o UOL Educação
Especial para o UOL Educação
Maior flexibilidade de tempo, de horários de estudo e custo inferior em relação aos cursos 100% presenciais: esses fatores estimulam a procura pelo ensino a distância como alternativa mais adequada à rotina dos estudantes. Mas, como saber se um curso é bom ou não?
Segundo o professor João Mattar, especialista em EAD da Universidade Anhembi Morumbi, é preciso atentar mais para a qualidade dos modelos de conteúdo adotados do que para a quantidade, seja de alunos matriculados, seja de instituições de ensino superior a distância. "Sou muito crítico ao formato que a maioria dos cursos a distância disponibiliza para os alunos. Geralmente um professor especialista elabora o conteúdo, em arquivos pdf e PowerPoint, por exemplo, e este é praticamente jogado ao aluno sem que haja a figura de um professor atuando ativamente", diz. "Eles colocam um tutor à disposição de 300 alunos que não é obrigado a ter graduação e recebe salários muito inferiores ao de um professor universitário. Isso é uma precarização do nosso trabalho.”
A diferença é que a EAD já vem com um espírito de agregar mais valor, à medida em que preza pela interatividade, discussão, debates. É mais acessível, elimina distâncias, reduz custos. Dessa forma, ajuda a acelerar a educação, a qualidade de ensino e aumenta a rentabilidade', afirma Stavros Xanthopoylos, diretor da FGV online.Para o professor João Mattar, a educação caminha para um cenário em que não haverá quase diferença entre o presencial e a distância.
Deputada quer debater Educação a Distância
A deputada federal Professora Dorinha (DEM/TO) apresentou requerimento à Comissão de Educação (CEC) solicita a realização de audiência pública para debater os desafios da educação à distância no Brasil. Segundo Dorinha, milhares de estudantes em diversos pontos do país estão matriculados em cursos à distância e necessitam de um acompanhamento na qualidade do ensino ofertado. “A democratização que o ensino à distância proporcionou à educação é louvável. Porém, temos que primar pela excelência do ensino, para termos profissionais qualificados no mercado de trabalho
A Universidade Virtual em 3 Dimensões
Esta metodologia de ensino à distância, assemelha se ao ensino presencial, pois o aluno se sentirá em sala de aula.
O grupo de pesquisa: Automação e Sistemas Integráveis (Gasi) da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, do câmpus de Sorocaba, está desenvolvendo pesquisas aplicadas ao melhoramento de ensino a distância com a construção de Universidade Virtual em três dimensões. A pesquisa para desenvolvimento da uma Universidade Virtual em três dimensões está sendo realizada utilizando a ferramentas de desenvolvimento de jogo como o software UDK (Unreal Development Kit). A modelagem da Universidade Virtual inclui reitoria, secretárias, departamentos, laboratórios, salas de aulas, professores, alunos, ruas e praças. A renderização dos modelos deve contribuir para o aumento da velocidade dos dados na rede. Assim como nos jogos de computadores, os alunos poderão andar virtualmente na universidade, entrar na sua sala de aula, laboratórios.
Óculos 3D serão utilizados. Alunos e professores poderão usar roupa com sensores, tornando o ambiente dinâmico, ou seja, todos os movimentos em sala de aula como ficar em pé, andar, entrar e sair da sala poderão ser vistos por todos. Esta metodologia de ensino a distância, assemelha se ao ensino presencial, pois o aluno se sentirá em sala de aula: poderá ouvir, ver e conversar com o professor e colegas. O professor possuirá um quadro digital virtual e as informações serão repassadas para o aluno vaia rede para o quadro virtual. As aulas poderão ter horário predefinidos durante o semestre e todos alunos deverão está na sala de aula virtual neste horário. Ao final da aula, alunos e professores estarão em suas casas: retira-se o óculos e voltam a vida real.
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